O Perigoso Misticismo Evangélico
A história da igreja está eivada de exemplos do perigoso misticismo intramuros. À época da reforma, Lutero enfrentou tal perigo, perpetrado por Thomas Muntzer. Este, estabelecido por si mesmo como pastor em Allsted, Alemanha, alegava ser um profeta e receber revelações diretas de Deus, reclamava a repartição dos bens e pregava a cruzada contra o papismo, bem como a destruição dos altares e a morte dos católicos. Percorria toda a Alemanha, recrutando seguidores, prometendo-lhes milagres e prosperidade, incitando a revolta contra as autoridades.
O movimento ganhou dimensões catastróficas, invadindo a Áustria, a Alsácia e a Alemanha, onde queimaram conventos, igrejas e castelos. “Nunca” escreveu um historiador, “tamanho perigo ameaçara a Alemanha” (A. de Saussure).
Tomemos em conta movimentos como esse no passado, a fim de que não reeditemos suas espúrias práticas e deploráveis consequências à fé e a ética do evangelho de Cristo, onde pretensos homens que se autointitulam pastores se apresentam como arautos de Deus, cujo misticismo exacerbado conferem-lhes, erroneamente, uma aura de poder e autoridade, enganando os espíritos mas sensíveis. Aqueles que não aprendem com os erros do passado, tendem a reeditá-los no presente, às custas de sofrimento e dor.
Do seu pastor e amigo,
Pr. Luciano Rocha.