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Em um passado não muito antigo, tudo se permitia à teologia. Ela era o discurso da imaginação das coisas sobrenaturais, além da terra, além do tempo, além da vida, além da morte. Ela era uma serva do relacionamento do homem com Deus e sua Palavra. Era o mundo das coisas que não se veem para dar valor, significado e beleza ao que se vê. Era o reino da fé e do “misterium tremendum” que envolve a natureza de Deus e seus atributos. Era a rainha da consciência que emoldurava toda a visão do mundo e das coisas do mundo, seja ela natural ou espiritual.
Hoje, a teologia faz parte de um jogo mais bruto, o jogo do poder, que separou o universo de Deus em áreas de influências e entregou as terras, o tempo, a vida e a morte às instituições pertinentes com suas ideologias religiosas. Com isso, condenou-se a teologia à impotência. E a sua beleza então, como uma canção de amores, não mais comove e consola, apenas fere.
Do seu pastor e amigo,
Pr. Luciano Rocha.